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A Feia Noite

Capa: 
Introdução: 

Em outubro de 2006, lancei A feia noite pela 7Letras, 5 anos depois do meu primeiro romance. Este livro é só para leitores especiais. Oferece certa dificuldade proposital de vocabulário e construção de frases, além de sinalizar o tempo todo que vai se encaminhar para o mais desumano dos finais. É um livro bem pretensioso: canalizei toda minha bizarrice interior para ele. Para se animar para a leitura, recomendo espiar a página 35.
Confira o material extra de A Feia Noite, como os desenhos e o blog da Maria Luiza.
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Sinopse: 

Francisco, 37 anos, marqueteiro político, entra em parafuso depois de ser abandonado pela esposa, Amanda. No dia seguinte, acorda com uma femme fatale não em sua cama, mas na cama de solteiro do quarto das crianças que não tem. Ela tem 21 anos e se chama Maria Luiza.
Sem saber o que aconteceu entre eles e sem coragem de mandá-la embora, Francisco oferece-lhe asilo, sem saber nem as próprias intenções, quanto mais as dela. Francisco e Maria Luiza vão se conhecendo através de um lento e provocante strip-tease de personalidades, com muitas alfinetadas colaterais no caráter nacional, até um final apoteótico.

Trecho: 

Baralho. Mexe num. Amanda não gostava de cartas. Está com vontade de foder a menina. Foder ela toda. Quanto mais ela falava.
Ele também não joga, só sabe de várias maneiras interessantes de fazer as cartas voarem e caírem umas entre as outras. Um tio ensinou.
Quanto mais ela fala também mais parece errado sentir tesão nela. Tão pura. Tão santa. Quisera tanto alguém como ela, que se preocupasse, que não tinha se preocupado com o que sentir depois que achasse.
Bela maneira de gastar energia. Muito tempo sem praticar, desde a adolescência, o tio já morreu? Nem sabe. A habilidade continua a mesma. As primas se interessavam mais. Maria Luiza logo se cansa.
A sua boa jogadora de fliperama parece ter algum parafuso solto, uma espécie de fixidez nas coisas erradas. De tão absorta na vitória não vê emoção no jogo.
Acabava de se convencer. Maria Luiza não se prostituía por dinheiro.
Queria que fosse pelo dinheiro — seu perdão estaria pronto, embrulhado pra presente, só passar no caixa.
Se fosse por dinheiro, ou por qualquer outra coisa. Mas era por convicção ideológica.
Começa a figurar o storyboard que ela tinha montado pra ele (milhares de post-its e flechas em sua mente). Fazia sentido. De um jeito completamente deturpado.
Seria incorretíssimo chamá-la de ímpia. Ela é pia — tão pia quanto ele, ou até mais. Só que pelo outro lado.

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